Treinador Jacaré


O Guia Completo para Utilização de Testosterona

Se fosse feita uma votação entre usuários de esteróides para eleger a melhor das drogas, não há qualquer dúvida: a testosterona reinaria suprema. Ela é, de longe, o composto mais eficiente para se acumular grandes quantidades de músculo em curtos períodos de tempo. O limite "genético" natural torna-se irrisório frente aos enormes ganhos de massa muscular que a testosterona possibilita. Infelizmente, também há sérios efeitos colaterais associados ao uso dessa droga, mas a boa notícia é que todos podem ser prevenidos ou controlados.

Há tantos mitos a serem desmascarados sobre a testosterona que foram necessários dois meses para que tomasse coragem de escrever este artigo. Todas as vezes em que pensava em iniciar a redação, vinha-me a pesada e frustrante consciência de toda a paranóia que a mídia criou em torno do uso de esteróides. Então continuava adiando e adiando a criação deste texto, mas finalmente decidi que o tempo gasto valeria a pena, pois estaria ajudando a educar muitas pessoas com a mente aberta. Aos ignorantes, é apenas isto o que tenho a dizer: suas críticas e elogios eu dispenso.

Acredito que os mitos mais daninhos associados aos esteróides são os seguintes:

"O uso de testosterona induz ataques de fúria e agressividade". Não sei como tal mentira surgiu, mas acredito que talvez esteja relacionada aos jogadores de futebol americano, nos quais foi inculcado que a violência descontrolada é algo positivo. Sabe-se que a testosterona influencia os níveis de endorfina; e todas as pessoas conhecidas minhas que a utilizaram relataram que ela normalmente gera um sentimento de bem-estar. E ainda mais, afirmo, por experiência própria, que isso é verdade. Não existe essa "agressividade" induzida pelos esteróides, isso é mito! Mas obviamente, se há um lado estúpido e violento escondido dentro de alguém, a testosterona pode acabar trazendo-o à tona. Isso não equivale, entretanto, a dizer que eles transformam pessoas normais em psicopatas enfurecidos e descontrolados.

"Esteróides fazem o pênis encolher". Isso é alguma piada? Eu acharia que sim se não fosse pelas inúmeras pessoas que dizem isso com seriedade. De onde se pode tirar a absurda idéia de que esteróides diminuem o pênis? Acho impossível conceber qualquer mecanismo através do qual possam causar tal efeito. Provavelmente esse mito nasceu de mais um equívoco. O que testosterona causa é a atrofia testicular (com conseqüente redução de seu volume), mas isso pode ser totalmente evitado por qualquer indivíduo que tenha meia dúzia de neurônios (funcionado). A prevenção da atrofia testicular será discutida em detalhes mais adiante neste artigo.

Testosterona, se utilizada apropriadamente, pode gerar resultados fascinantes. Um indivíduo, em seu primeiro ciclo (de três meses), ganha em média 15-25kg. Após o término do uso de esteróides, provavelmente perderá 5-7,5kg ? que eram essencialmente água retida ?, mas manterá toda a massa muscular. Assim, afirmar que "todos os ganhos serão perdidos no fim do ciclo" é uma falsidade. Claro que se um indivíduo permitir a atrofia testicular e cessar o uso de testosterona repentinamente, sem uma diminuição gradual, perderá muito da massa que obteve. Mas a lição a ser tirada disso é a mesma: qualquer indivíduo propriamente educado sobre a utilização de testosterona será capaz de ganhar ? e manter ? enormes volumes de massa muscular, sofrendo apenas uma quantidade mínima de efeitos colaterais.

Para saber se a testosterona é o esteróide certo para você, faça a pergunta "quais são meus objetivos?". Se a resposta estiver relacionada à perda de gordura, sem qualquer ligação com ganho muscular, então testosterona não é o que você procura. Essa droga é apenas recomendável para quem deseja obter o máximo possível de força e hipertrofia muscular. (O meio-termo, ou seja, a utilização de testosterona em ciclos de definição, será discutido em outro artigo).

Após ter certeza de que essa droga é a que você procura, o próximo passo é escolher qual a versão mais apropriada para seus fins. Quase nunca se encontra testosterona pura; a maior parte das variantes consiste numa molécula de testosterona ligada a um ácido orgânico (tais substâncias são denominadas "ésteres de testosterona"). O intuito dessa alteração química é fazer com que o esteróide seja liberado de forma gradual.

Existem vários tipos de testosterona para se escolher. Propionato de testosterona manifesta seus efeitos no organismo em 2-3 dias. A testosterona em suspensão (pura, em solução aquosa) manifesta-se em apenas um dia. Enhanato de testosterona leva aproximadamente 10 dias. Durateston (uma mistura de quatro ésteres diferentes) permanece ativa no corpo por até quatro semanas. Uma regra geral é "quanto mais rápida a ação do esteróide, mais efeitos colaterais". Nosso objetivo aqui é encontrar uma testosterona que não entre em funcionamento muito rapidamente, pois isso acarreta altas porcentagens de conversão em estrógeno e DHT. Entretanto, ésteres que permanecem ativos por muito tempo tornam difícil calcular a quantidade da substância no corpo. Pessoalmente, sugiro o enhanato de testosterona.

O próximo passo é decidir quais doses serão utilizadas. Para um iniciante, sugiro 500mg/semana. Abaixo está o exemplo de um bom ciclo.

Semanas 1 a 10: 500mg/semana

Semana 11: 300mg/semana

Semana 12: 200mg/semana

Se o ciclo realmente resumir-se a isso, provavelmente haverá efeitos colaterais resultantes dos dois caminhos que a testosterona pode tomar no organismo:

Ser convertida em DHT. Apesar dele possuir efeitos benéficos ao ganho de massa, também é altamente androgênico. DHT é, em grande parte, o causador dos dois piores efeitos colaterais dos esteróides: calvície e aumento da próstata (hiperplasia prostática).

O porquê de querermos evitar a calvície dispensa explicações. O DHT liga-se ao folículo capilar, causando inflamação, o que deixa o cabelo sem oxigênio e, com isso, obviamente, ele morre. O crescimento prostático causado pelo DHT também deve ser evitado. Além de esse aumento causar uma freqüente necessidade de urinar, também eleva dramaticamente as chances de câncer na próstata. Como se evita isso? Usando finasterida (comercialmente vendida sob o nome de Proscar). Tal composto mostrou-se muito eficiente inibindo a conversão de testosterona em DHT. Pesquisas concluíram que a substância é altamente eficaz no tratamento e prevenção da calvície e aumento da próstata. Sugiro que se utilize entre 1 a 1.25mg/dia para cada 500mg de testosterona. O uso prolongado não resulta em efeitos adversos na maioria dos aspectos. (Referencias 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10)

Também recomendo o uso do shampoo Nizoral. Pesquisas concluíram que ele pode prevenir calvície. Recomendo a versão tópica (shampoo) porque ela possui preço bastante reduzido. Não há efeitos adversos relacionados à sua utilização, senão um possível ressecamento do cabelo.

Sofrer aromatização, ou seja, converter-se em estrógeno. Essa substância pode vir a causar o desenvolvimento irreversível de tecido mamário, conhecido tecnicamente como ginecomastia. Apesar de não causar nenhum mal e comumente ser bastante pequena, acaba gerando muita angústia no usuário por questões estéticas. O estrógeno também aumenta a retenção hídrica e a taxa de acúmulo de gordura. Felizmente, evitar tais efeitos é muito fácil. Apenas deve-se utilizar um antiaromatizante (substância que impede a conversão de testosterona em estrógeno). Anastrozol (comercialmente encontrado em comprimidos de 1mg sob o nome de Arimidex) é o número um da lista. Sugiro doses entre 0.125 e 0.25mg/dia para cada 500mg de testosterona. Para facilitar o processo de divisão dos comprimidos, também se pode utilizar 0.25 ou 0.5mg a cada dois dias. Inúmeras pesquisas mostraram que anastrozol suprime até 90% da conversão de testosterona em estrógeno. A substância também se comprovou extremamente segura mesmo quando utilizada por longos períodos de tempo. (Referências 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20)

Outro efeito colateral da testosterona é a atrofia testicular. O corpo, após detectar um excesso de testosterona, reage cessando a produção natural. Isso tem como conseqüência o encolhimento dos testículos e a oligospermia (diminuição da quantidade de espermatozóides). A substância chamada Clomifeno (comercialmente encontrada sob o nome Clomid) pode evitar tais efeitos indesejáveis estimulando o corpo continuar normalmente sua produção de testosterona. A atrofia, apesar de ser totalmente reversível, deve ser evitada porque a reestabilização da produção natural leva até um mês, e nesse meio tempo seu corpo possuirá quantidades ínfimas de testosterona, o que provavelmente resultará num intenso catabolismo muscular. A dose a ser utilizada é de 25mg/dia para cada 500mg de testosterona. Clomid, segundo inúmeros estudos laboratoriais e médicos, é muito seguro. (Referências 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32)

Testosterona também aumenta a taxa de colesterol, e é por isso que se deve controlar a dieta nesse aspecto. Muitas vezes ouve-se sobre indivíduos que sofreram ataques cardíacos durante ciclos de esteróides porque se recusaram a cortar o colesterol de sua alimentação. É recomendável fazer exames sangüíneos durante o primeiro ciclo para saber qual é a influência da testosterona sobre seus níveis de colesterol. Pessoalmente, o meu subiu de 170 para 200 durante o ciclo (sem qualquer alteração na dieta); ou seja, ela não me afeta muito nesse sentido. Mas cada um é cada um; caso você seja suscetível a tais efeitos da testosterona, simplesmente ajuste sua dieta.

As glândulas sebáceas localizadas na pele também são influenciadas; a principal função delas é produzir óleo. A testosterona aumenta essas glândulas, causando uma produção excessiva, o que resulta no aparecimento de acne (principalmente nas costas e peito). Tal efeito também é facilmente remediado. A primeira medida é passar a tomar dois banhos diariamente. Para quem mora no litoral recomenda-se, uma ou duas vezes por semana, um banho de mar. Para os que moram no interior, deve-se tomar, também na mesma freqüência, banhos com sulfato de magnésio (2 copos) e alvejante (entre 0.5/1 copo).

Abaixo está a versão completa (com a adição dos suplementos recomendados) do ciclo para iniciantes mencionado acima.

Semanas 1 a 10:

500mg Testosterona/semana

1.25mg Proscar/dia

0.125mg Arimidex/dia

25mg Clomid/dia

320mg Saw Palmetto (Serenao Repens)

Semana 11:

300mg Testosterona/semana

1.25mg Proscar/dia

0.125mg Arimidex/dia

25mg Clomid/dia

320mg Saw Palmetto (Serenao Repens)

Semana 12:

200mg Testosterona/semana

1.25mg Proscar/dia

0.125mg Arimidex/dia

50mg Clomid/dia

320mg Saw Palmetto (Serenao Repens)

Semana 13:

1.25mg Proscar/dia

0.125mg Arimidex/dia

100mg Clomid/dia

Semana 14:

1.25mg Proscar/dia

0.83 mg Arimidex/dia (ou 0.25 a cada três dias)

50mg Clomid/dia

A maioria das pessoas não sabe muito bem como deve se alimentar ou treinar durante os ciclos. Para facilitar o ganho de massa, é altamente recomendável um aumento de 2000 calorias na alimentação. A quantidade diária de proteínas deve seguir a proporção de 3/4 gramas/Kg de massa magra. O treinamento deve ser essencialmente o mesmo, talvez adicionando duas séries a mais por músculo. O sono é outro fator importante; deve-se dormir pelo menos 8 horas.

Comendo, treinando e dormindo corretamente, pode-se esperar ganhos entre 10-20kg. Entre eles, 2.5 a 5kg serão água; então não se preocupe quando, no fim do ciclo, ela começar a ser eliminada, pois a massa muscular certamente permanecerá. Em média, apenas um décimo do peso acumulado é água (se arimidex não for utilizado a retenção será muito maior).

Para finalizar, o tempo de intervalo recomendado entre ciclos equivale à duração dele mesmo; ou seja, após um ciclo de 12 semanas, deve-se esperar outras 12 antes de retomar a utilização de esteróides.


O conteúdo aqui postado é do interesse de informação, em nenhum momento incentiva a prática. Sendo assim a Xamb‘s Gym não se responsabiliza pelos métodos adotados por seus visitantes.

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